Dos Pés à Cabeça / De norte a sul / De ponta a ponta / do início ao fim



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Faz tanto tempo que eu não vôo...

Já tive autonomia suficiente pra abandonar meu corpo sempre que fosse conveniente...

Mas eu cresci...

Antes, quando pequeno, a esquina era limite, o portão era limite, o medo era limite... Mas eu podia voar... E eu, sem contar pra ninguém, podia ir aonde quisesse...

Agora estou escrevendo num blog...

Hoje, em corpo físico, posso ir a qualquer canto que meus níqueis me permitam e que caiba em meu tempo... No entanto, sou nada mais que uma alma presa a um corpo... Um corpo que anda, mas que é referencial pra alma presa...

Antes eu voava... E ninguém nem pode saber como... Eu tinha as MINHAS asas... era um outro jeito... E ninguém crê... Mas eu nunca liguei... Nem ninguém nunca soube... De repente passou, como uma doença curada... A liberdade era a minha doença... E o tempo me curou...

Estava, até há poucos minutos, bem... de repente, lembrei que nem sei mais como voar... e fiquei assim: fiquei escritor de post de blog... Virei ouvinte de Mutantes... E naquela música cômica em que eles vivem o "Cantor de Mambo"... Eu só vejo a tristeza de estar em um "lar" e se sentir deslocado... Talvez eu, se estivesse longe daqui, cantasse a mesma coisa que eles... Talvez tivesse humor pra cantar o humor que eles cantam... Mas eu nem tenho níqueis suficientes para isso...

A minha magia foi-se... Foice... Sei lá...

"Sauros, Sauros... você nunca sabe de nada..."

Foi o pouco que me restou...

Hoje, um pouco mais cedo, eu estava fazendo uma musiquinha... Falava sobre voar... Eu ficava batendo nas teclinhas do teclado... Nem voar nem tocar... Nem violão eu consigo tocar mais...

Meus níqueis só me permitem cuprir uma rotina, um cotidiano... E por obrigação... Os mesmos ônibus lotados... Os mesmos horários... As mesmas aulas, os mesmos lugares... As mesmas tarefas... Os mesmos esporros... A mesma cama... Os mesmos sonhos...

E meus sonhos nem se transformam em realidade... Mas eu estou ouvindo Mutantes... Esse é o meu alívio...

Nem a menina que estava conversando comigo na outra janela está aqui agora...

Só os Mutantes e a Rua Augusta... Acho que sei o que é que há... Posso perder minha mulher, minha mãe... Desde que eu tenha o meu Rock'n'Roll...

Mas meu espírito está mais pra outra musiquinha...

"Eu sou um pássaro que vivo avoando... Vivo avoando sem nunca mais parar"...


4 Responses to “Body”

  1. Blogger Gabird 

    Acho que terei que te lembra de como se voa...

  2. Blogger  

    eu também...

  3. Anonymous Anônimo 

    zé, mal posso esperar pra ver seu livrinhu voar.... na xabeças dos pekeninos, na almas infanto-juvenis de nossos pais... não o deixe tão sério, seja simples... a sua matéria prima, é o modo lindo como ve sua vida infantil... trabalhe isso, veja fotos, lembre-se de como se sentia quando era pekeno... vc lembra lugares q nunca mais viu depois ? retrate-os... lembre dos cheiros, sons, músicas ? alias... começe pelas músikas q escutava... akela é boa... "boi, boi, boi... boi da cara preta..."... deixe-o leve, o mundo é pesado de mais para as crianças lerem tão novas!
    A cada dia q passa sonho em le-lo... bju grande
    Ps.: será q vc vai ver esse post ?

  4. Blogger  

    eu vi, mané!!!

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